terça-feira, 10 de julho de 2012
Rascunhos na Mesa de um Poeta
encenada por atores,
que se quer aprenderam a atuar.
João Pedro Gomes, 10/07/12
sábado, 23 de junho de 2012
Reflexão
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Criação
Que muda as cores do mar
Como a noite fria,
Que apaga as estrelas do céu,
Como uma flor,
Que desabrocha e nos perfuma
Vejo tudo certo e certo
Tudo criado por Deus.
Como um blusão,
Que compro em qualquer loja
Como a destruição de Hiroshima,
Por uma bomba
Como a guerra nuclear,
Que irá nos destruir
Vejo tudo errado e errado
Tudo criado pelo Homem
Como a destruição da natureza,
Que acaba com o nosso verde,
Como a água poluída,
Que mata com nossos peixes
Como as pessoas mórbidas,
Que habitam a face da terra
Vejo tudo errado e errado
Tudo criado pelo Homem
Como a luz do sol,
Que muda as cores do mar
Como a guerra nuclear,
Que irá nos destruir,
Como a destruição da natureza,
E a água poluída
Vejo tudo certo e errado
O Homem criado por Deus.
João Pedro Gomes
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Relatos de um moribundo
Fecho os olhos.
Acabo por atingir o auge do cansaço, meu corpo está todo dormente, sinto choques de pequena voltagem em minhas extremidades, me encontro em um êxtase, semelhante àquele momento em que acabamos de confrontar nossos corpos um no outro, em uma noite repleta de sexo e amor, e após a última gota de vida que vem de mim, e é depositada em você, nossos corpos suados, melados, caem na cama e ali ficam inertes, sem ação ou reação alguma.
Estou me sentindo exatamente assim.
Meu corpo escravizado, imobilizado, inerte, flagelado, aparentemente sem vida, mas só aparentemente, se encontra isolado, sem amor, sem calor, sem liberdade, se podemos chamar isso que nos dão de liberdade, se torna agora a prisão da minha mente.
Preso.
Mas sinto que não fui privado da melhor das liberdades que um ser humano pode conhecer, aquela qual apenas a loucura pode nos tirar ou nos prover, a única liberdade que podemos chamar de genuína, àquela que está dentro de mim, dentro de cada um de nós.
Penso ...
Penso, logo existo.
Existo, logo morro.
E o meu corpo que já está começando apodrecer, me traz ainda mais certeza de que estou morrendo, não estou preocupado, estou meio feliz, a nunca coisa boa que deixo de contribuição para o mundo é a minha poesia, o resto é lixo, deixo também minhas lágrimas pelas lágrimas de meus parentes, isso se houverem lágrimas , isso se houverem parentes presentes. Mas por enquanto quero viver feliz, no mundo que eu mesmo criei dentro da minha cabeça.
Esquizofrenia, não ?
Risos
Milhões de gargalhadas invadem meu pensamento, perco minha concentração, parece um pesadelo, aqueles em que o palhaço é o vilão e esfaqueia a vítima dando várias gargalhadas. Será que esse é o meu mundo ? Um mundo de assasinos que matam pessoas rindo. Não quero me preocupar com isso, só quero viver meus últimos instantes.O leitor deve está se perguntando, quanto individualismo. Meu corpo, meu mundo, meus instantes, meu, meu, meu.
Mas no final tudo é nosso.
Enquanto perco tudo, o prejuízo maior é nosso. Quando perdemos mais um irmão aqui, nossa mãe, Gaia, perde um pouco de seu fôlego, como uma mãe que ao perder um de seus filhos, mesmo que tenha muitos outros, aquele faz falta, provoca um vazio inocupável, que nenhum dos outros filhos irão preencher. E assim é com Gaia.
E só de imaginar esse vazio fico assombrado.
Mas a minha morte será para meu alívio, nunca será pra fazer mal à alguém.
Sinto um comprimido descendo em minha garganta.
Talvez seja alguém tentando me ressuscitar com um desses comprimidos produzido pelas megaempresas que só querem lucrar com a doença dos outros. O Lucro que se torna o principal vício das pessoas desse mundo que eu desejo abandonar, um mundo de pessoas que fazem de tudo, passam por cima de tudo e todos sem nenhum respeito, esquecem até da natureza, essa que ultimamente tem dado revertério, apenas revidando o que nós fizemos com ela, nos mostrando o seu desprezo e o quão insignificantes somos, mas eles estão apenas preocupados em encher suas contas bancárias, para no fim morrerem sem levarem dinheiro nenhum dessa terra.
Meu corpo tem um espasmo.
Acho que são eles na tentativa vã de me ranimarem, não entedem eles que eu preciso conhecer a morte. Quais são os mistérios que a cercam? É o fim o ou apenas o começo? Um recomeço talvez ? Encontrarei meus avós ? Serei absolvido pelas leis divinas ? Mesmo na minha existência tão imperfeita e errônea?
Essas perguntas que me cercam, me fazem enlouquecer.
Que prazer, que tesão, que êxtase me dão essa loucura. Parece tão real, quando o que eu quero acreditar, quanto a minha fé. Queria ter a descoberto durante a vida e não na minha preparação para a morte...
Outro espasmo me vem.
Consigo abrir um pouco meus olhos, o meio em que me encontro parece tão agitado, não sei se já estou morto ou se apenas sobrevivo, eles correm para me salvar, como fazem com tantos outros ali também, mas não percebem que a vida lhes escapa a cada instante, semelhante as areias da ampulheta que citei no início. E quando o corpo respira, mas na sua alma ainda não habita a vida, ele não mais vive e sim sobrevive nesse solo amaldiçoado, e o amaldiçoa ainda mais.
Um terceiro espasmo me vem.
Estava desiludido, já estava com a certeza que iria me levantar, andar, e esperar a ocasião mais oportuna para minha morte.
Mas me vejo nu, sem vergonha da minha nudez, talvez teria ido para o Éden.
Não tenho certeza ainda.
Mas me percebo sem matéria, sem sentidos, perfeito, flutuando, como outros irmão naquele momento.
Tudo escuro e medonho.
Estou caindo de um penhasco, eterno e isso me mostra bem mais claro que não sou mais filho de Gaia, não sou mais filho da vida e sim filho da morte.
Só espero um dia chegar o fim ...
Só espero não estar caindo no Tártaro.
João Pedro Gomes.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Crônicas da Crítica
A fome era tanta que nem comprei pão, fiz torrada, um pouco de café e mexi um ovos. Sentei a mesa enquanto via o jornal, as notícias passavam como se fosse um lance em minha memória, pareciam um filme em meu subconsciente, um dejavú, eram apenas tragédias, roubalheiras, corrupção ... desliguei a tv, resolvi esperar você acordar observando o céu, adoro admirar o quanto ele é infinito, imagino o que há por trás dele, se estamos seguros ou não, se temos amor lá fora, me perco nisso tudo, me admiro também no infinito dos meus pensamentos.
Um estrondo vem e interrompe minha conexão ao meu subconsciente ( era mais um prédio explodindo ou desabando pelo Rio? ), me limitei apenas em ouvi-lo, mas um filme veio em minha mente, me lembrei da tragédia do Pinheirinho, rezei por todas as almas, pedi a Deus que não voltassemos a 1984.
E o filme se sucedeu.
Tudo veio na minha cabeça, lembrei das pobres almas instaladas na região da luz de São Paulo, essas que serão expurgadas da região sem ao menos terem para onde ir, lembrei dos americanos, que influenciados pelas mega companhias, querem proibir o nosso direito de ir e vir, e eu sinceramente tenho muito medo, querem condensar a pseudoliberdade, o nosso único meio de sermos livres na nossa sociedade eles estão tentando censurar e manipular, assim como a televisão, que era pra ser um mecanismos de expressão e liberdade e agora se torna um mercado. Lembrei também das falcatruas que acontecem pelo país, e que as grandes indústrias da informação fazem questão de nos manterem informados como se fossem amigas do nosso povo, mas isso não mudará em nada, vejo que com denúncias ou não, tudo continua acontecendo.
Mas quem sou eu para falar, sou apenas mais um jovem rebelde, atormentado, sou mais um poeta que precisa de alguma inspiração, mas sinceramente não dá.
Mas bem que minha vó dizia ' o povo brasileiro é um povo acomodado' e vejo que na maioria das moradias desse país todos sabem disso, sabem de tudo de ruim que acontece no poder, pois a mídia faz questão de esfregar isso na cara de todos, mas muitos como a própria, não fazem nada para mudar essa situação e pior acabam se tornando complacentes com o crime. Vejo que nada muda, criminosos, como no caso do mensalão, vão sendo absorvidos devido ao atraso na Justiça Brasileira, e isso talvez, se perdure ao longo da história. Talvez seja isso o dejavú que me atormenta.
Na minha cabeça ouço gritos.
ABAIXO A DITADURA.
Mas me perguntam que ditadura é essa se os militares caíram faz mais de 20 anos.
A ditadura não é mais militar, agora ela se torna financeira e midiática.
Mas quem sou eu para falar, sou apenas mais um jovem rebelde, atormentado, sou mais um poeta que precisa de alguma inspiração, mas sinceramente não dá.
Ultimamente tenho visto as coisas com menos preocupação, tenho me desligado de tudo, vejo que talvez minha contribuição no futuro não seja o suficiente para mudar o país, vejo que talvez nunca seremos um povo feliz, ao menos é claro que tenhamos um belo churrasco com pagode, mulher bonita, cerveja e futebol no final de semana. Vejo isso com clareza na minha mente, esse é o retrato que eu tenho atualmente do meu país.Vejo que se fosse para expressar alguma coisa sobre meu povo falaria o seguinte diálogo que crio na minha cabeça:
- Acho que temos escolher melhor os candidatos que vamos votar .
- Com certeza, se aquele estuprador não tivesse saído antes, votaria para ele sair.
- Aonde ? No senado ?
- Não no BBB.
- Ah é, todo mundo tava falando disso no facebook ontem de noite.
- Todo mundo menos a Luiza que está no Canadá
Eu começo a rir alto, acho tão cómico esse diálogo.
Você chega na varanda me dando bom dia, diz que acabei acordando você com o volume alto dos meus risos, te conto tudo, você passa a rir junto comigo, aquele sorriso lindo, lindo. Você vem me dá um beijo no pescoço, me faz um cafuné, me dá a inspiração que eu preciso. Concluo que nem tudo é tão ruim assim e seu carinho, seu gracejo, seu sorriso e você, me fazem pensar ...
que lá fora ainda aparenta, estar tudo bem.
João Pedro Gomes.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Sua essência
Tudo tão vazio lá fora, como se o bem tivesse ido embora. Mas que se dane. Aqui está tudo tão cheio, que não existe nenhum espaço de carne vazio, seu sexo se encontra preenchido, e você preenche o vazio existente dentro de mim. Você me dá amor. Tanto que no auge, me perco, enlouqueço, fico movido apenas por impulsos. Choco nossos corpos um contra o outro, me lanço em seu cabelo, quero sentir bem o seu cheiro, quero guardar sua essência, sua essência.
Mas tudo tão barulhento lá fora. Que os pingos da chuva batendo em nossa janela junto com o som da buzina dos carros e os gritos dos motoristas, formam a sinfonia do orquestra metropolitana. Mas que se dane. Aqui dentro está tudo tão calmo, que posso sentir o pulsar do seu coração, o tum tum que não diminui de volume, só acelera e desacelera. Tão calmo, que posso dizer e te escutar de qualquer canto da casa, mas não é preciso, estamos tão próximos que posso falar no seu ouvido, você fica arrepiada, gosto quando você fica assim, seus pelos lisos, sua pele macia, tudo isso me dá um fascínio, seu sorriso que desabrocha quando falo qualquer sacanagem e que termina em minha boca.
E assim vivemos até o pôr-do-sol.
Tudo tão verdadeiro lá fora, como se estivesse acontecendo o cumprimento de uma profecia. Mas que se dane. Aqui dentro está tudo tão falso, tão falso que você parece uma miragem.
João Pedro Gomes
sábado, 21 de janeiro de 2012
Deixar
- Oi !
- Quem é você ?
- Somos da mesma escola. Tudo bem com você ?
- Não te interessa.
- Claro que sim.
- Não importa pra você.
- Deixa eu me importar com você.
- Me deixa. Minha vida está um lixo, e você tá piorando, a cada momento que passa me importunando.
- Me conta. Deixa eu saber mais sobre você.
- Não quero, to muito triste pra desabafar
- Deixa eu cuidar de você.
- Não preciso de cuidados, só que me sinto meio desprotegida.
- Deixa eu te proteger então.
- Por quê você está fazendo isso, te conheci agora, e você já está aqui, me ouvindo como se fosse um velho amigo meu
- Deixe-me ser seu amigo, então.
- Só quero resolver os meus problemas.
- Deixa eu saber quais são.
- O maior deles, é que me sinto sem carinho.
- Deixa eu te envolver então.
- Como ?
- Deixa eu beijar você.
Beijos
- Deixa eu amar você, então ?
O motorista grita, parem os dois ai de se agarrar que já chegamos em Bonsucesso
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Três Estrelas
Foi um ano que começou bem, tanto pessoalmente, quando profissionalmente.Logo de início formei grandes amizade, conheci em janeiro, dois grandes amigos, que espero que sejam eternos, ao longo do ano, conheci novas pessoas, novos amores, bons amores, foi um ano que me marcou nesse sentido.
Profissionalmente, tive destaque na música, fui chamado para tocar em dois festivais uma música de minha autoria, mas infelizmente não pude devido a intensidade dos estudos, duas escolas matam qualquer um, Tive um período de greve de dois meses, que só me permitiram acabar o ano agora, e no final do ano me veio a surpresa: reprovei no terceiro período, logo o mais fácil, mas não tomo isso como uma derrota e sim como mais uma oportunidade de aprender, consertar aonde estou errando, e sim poder amadurecer e seguir em frente com sabedoria sempre.
Mas o que mais me marcou esse ano, foi a liberdade que me veio sobre as correntes que a sociedade prende à todos nós desde que nascemos, foi um ano que evolui e ''revolui'' muito, aprendi muitas coisas, me tornei mais sábio, pensativo, e calado também. Esse ano foi o ano da liberdade, esta, ou a busca pela mesma, que me deu fôlego para seguir em frente muitas vezes, em momentos em que achava que nem seria mais possível seguir, mas eu segui e fui em frente.
VIVA A LIBERDADE ...
Liberdade que conheci, conheci ainda não, mas que li, que escutei falar dela.
A mesma liberdade que está em textos do Raul e do Tico Santa Cruz, esses dois que foram minha inspiração musical para esse ano, esses que se tornaram ídolos e que os levarei até o fim da minha vida.
Mas como não acontecem somente coisas boas, me deparei com uma fratura no dedo do pé, que a até poucos dias me deixava louco, mas agora nem me incomodada mais, mas o pior de tudo foi, ontem a noite. Parecia ser uma noite normal, fui dormir cedo para pegar o resultado final, mas no meio da noite me deu aquele frio na barriga, fiquei nervoso pensando como seria , deitei 11hrs, fui dormir 4:15, exausto, acordei mais uma vez gritando, mas no fim tudo correu bem.
Conquistei a minha 3ª estrela.
Obrigado a todos que me apoiaram
Boa noite,
João Pedro Gomes
Sociedade Alternativa
Nessa busca, semana passada, estava lendo a biografia de Raul Seixas, um grande ídolo pra mim, quando me deparei com o termo ''sociedade alternativa'' e movido pela curiosidade pesquisei sobre a mesma, Vi que era uma sociedade onde não haveria regras, onde não haveria dinheiro, nem documentos, onde predominam as leis thelêmicas :
'' Faze o que tu queres e há de ser o todo da lei ''
'' O amor é a lei, amor sob vontade''
Achei legal esse tipo de ideologia, mas não me apeguei , até ontem, após uma conversa com a minha mãe.
Estávamos na cozinha, quando minha vó falou, feliz é aquele que tem fome e tem o que comer, minha mãe como sempre, resolveu retrucar, disse que feliz é aquele que tem o que comer, passar fome todo mundo passa então começamos meio que discutir quando eu disse:
- Feliz aquele que é livre.
- Você se acha livre ?
- Eu me acho livre.
- Livre em uma sociedade onde você se está obrigado a seguir regras, na escola, em casa, no seu futuro emprego.
E assim o dialogo continuou...
Ressaltei essa parte pois ela é o motivo desse post, no qual anuncio que sou adepto da sociedade alternativa imaginada pelo Raul.
Depois da conversa, refleti aquelas palavras em minha mente, fiquei horas pensando, fiquei transtornado ao chegar à conclusão de que nenhum de nós é livre, não somos livres, conclui que ainda estamos muito longe da verdadeira liberdade, a liberdade que vivemos, é a liberdade de pensar e não de agir, e sinceramente ao concluir isso me veio uma angústia no peito, realmente angústia, passei o fim do dia triste.
Mas há males que vem para o bem...
Depois de ontem com certeza me tornei um defensor da sociedade alternativa, somos todos livres, devemos ser todos livres, '' Todo Homem e Toda Mulher, são uma estrela'', todos possuímos o livre arbítrio, somos livres para fazermos o que quisermos, sem sermos julgados por ninguém, não podemos ser julgados, por que no final se existisse alguém para nos julgar, quem julgaria quem está nos julgando agora.
Agora eu quero sim, a verdadeira liberdade, quero para mim e para todos, e vou lutar até o fim da minha vida para conquista-la.
Afinal, feliz aquele que é livre.
Liberdade à todos,
João Pedro Gomes
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Foge.
Dizem que o Novo Aéon já começou, eu acho está apenas botando as ''manguinhas'' de fora
Mas quem vai ouvir um maluco com gosto duvidoso, então que se foda não acreditem, não precisamos mostrar nada pra ninguém, mas o meu amor eu mostro a você, mesmo que digam que minto, mesmo que chores, mesmo que sofras, eu te amo.
Mas ele é mais um lunático.
Mas lunáticos também sofrem desse mal, tão bom, chamado amor
- Mas você não queria transar ?
- Não. Eu queria fazer carinho
Estou louco, maluco beleza, ultimamente me encontro perdido, mas já me vejo preparado para o que der e vier, mas e você o que irão fazer ?
- Se acomodarão com a corrupção, com o estado em que nós encontramos, com a covardia que são tratados o moradores da região da luz ?
- Não, iremos escolher nossos candidatos melhor.
- Estou falando de política e não de Big Brother
Bem o que me resta é a única revolução, a verdadeira revolução...
O AMOR, este que, segundo profecias, se esfriaria
Então o que posso fazer? Nada. Então me apego ao meu maior vício, o conhecimento, me encontro em livros, eles são meus amigos, eles me ensinam o que preciso saber, eles também aprendem.
E eu continuo perdido
Mas como diz o sábio mestre do qual esqueci o nome,
'' Só sei que nada sei ''
Saudações Marcianas
João Pedro Gomes.
sábado, 14 de janeiro de 2012
Meditando
Tenho sentido sua falta, tenho estado triste, estressado, louco... tenho refletido sobre minha vida, que não anda nada boa ultimamente.Tenho estado imóvel, obrigado a ficar com o pé para cima o dia todo, tudo isso por que um filho da puta quebrou o meu dedo, sem ofensa aos familiares que não tem nada a ver com o ocorrido.
Milhões de pensamentos borbulham em minha cabeça a todo instante, vão e voltam, de uma maneira tão inconstante, que nem percebo a velocidade, política, poesia, religião, matemática, amor, astronomia... e quando dou por mim o ciclo recomeça, faço o inverso, o caminho contrário, percorro desde o fim até o início , e lá, já me encontro estagnado, medito um pouco, lembro de momentos felizes, penso em coisas que estaria fazendo se o filho da puta não tivesse me quebrado o dedo, me lembro dela e...
BUUUUUUUUUUUUUUUUM !!!
O ciclo recomeça.
E é infinitamente dessa mesma maneira, vai, volta , bum, bam , até que eu determine o fim, digo stop, minha mãe traz a dipirona para aliviar a dor, e que puta dor, suei frio na hora de botar o dedo no lugar, mais um motivo pra descontar no filha da puta que quebrou o meu dedo, mas não , ele não teve culpa, foi só um acidente, além do que dizem que a dor liberta a essência da alma, se for verdade, tenho certeza que mais da metade da essência da minha estava liberta, livre por poucos segundos, mas raros segundos.Tomo a dipirona.E minha mente volta a ferver, os pensamentos voltam, eu me perco neles novamente, o velho ciclo que já conhecemos se repete inúmeras vezes.
Pego no sono.
Tenho bons sonhos, tenho bons pesadelos, acordo assustado, meu pé estava para baixo, já o sinto latejar, acho que foi a sensação de compressão que me assustou, a dormência horrível, me faz mais uma vez sentir raiva do filho da puta que quebrou o meu dedo, mas derrepente minha mente se rende à algo bom, uma paz, me lembro dela, que nessas horas deve estar lendo o livro, no seu sofá, tomando café e tão, mas tão solitária e
FILHO DA PUTA
Mas ele não tem culpa, era pra ser um futebol amigável, mas e quando ia ser gol, ele veio, tirou a bola e deixou o calcanhar, infelicidade a minha, depois do disparo que dei, só lembro de estar caído no chão, pegaram gelo e colocaram, me levaram pra piscina, e eu só via ficar mais inchado, resolvi subir para a minha casa, quando abre o elevador, vejo minha mãe, que depois de mais um dia de trabalho exaustivo espera chegar em casa, descansar jogar as pernas pra cima, ficar na companhia de sua família e
BUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUM !!!!
- Mãe quebrei o dedo.
A mesma vem me dar o almoço, já estava morrendo de fome. Ela vem e recolhe o prato, eu me levanto, escovo os dentes, tomo um banho sento para ver um pouco de TV, a notícia não podia ser melhor, retratando a violência na região da luz, mudo, uma denúncia de fraude, mudo, a propaganda do BBB, desligo a TV.
Vou para o meu quarto, retomo meus pensamentos, reflito meus conceitos, faço tudo certo e errado, tenho repelido os que amo com os meus freqüentes ataques de estupidez, tenho agido com certa repugnância ao afeto que eles me tem dado, tenho estado exausto, minha mente padece de compaixão, o cansaço mental me afeta mais que nunca, apesar de estar tão disposto fisicamente, não me vejo motivado ultimamente. Vejo tudo ao meu redor sendo reconstruído, depois de terem sido derrubadas por mim, vejo que os seus beijos já não aliviam minha dor, seu amor já não consegue sobrepor o dela.
Tenho estado confuso, tudo tem estado tão diferente, tenho me tornado mais cético e também mais crente, tenho me sentido em cima da linha tênue que separa a alegria e a amargura, tenho amado mais, tenho me tornado refém do ócio, e minhas unhas, já roídas, pagam o preço, tenho dado o perdão em vez de amargura, por falar nisso acabei de perdoar o filho da puta, quer dizer, o ser que quebrou meu dedo.
E BUUUUUUUUUUUUUUUUM !!!!
Em meio a tantos pensamentos, começam a soltar os fogos de ano novo, meus pensamentos se interrompem, um turbilhão de palavrões vem a minha mente, retenho-os, lembro daquela conversa que tive comigo mesmo, reflito, medito, me lembro mais uma vez dela, me perco nos pensamentos, sou levado por uma onda de versos, crio uma linda poesia, faço amor com as letras, misturo as palavras e as dedico.
Tenho sentido sua falta, tenho estado triste, estressado, louco, porém agora mais compreensivo, espero devolver os amores daqueles que me amam com mais carinho, espero me encontrar nos próximos dias, fazer do ócio uma oficina, quero meditar, quero desejar a positividade àqueles que querem mudar em 2012 seja com atitudes, seja apenas com a fé e
BUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUM !!!
Feliz 2012,
João Pedro Gomes
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Começando
Bem pretendo agora falar um pouco sobre mim, explicar o que espero do blog, onde eu pretendo chegar , os motivos pelo qual eu criei...
Meu nome é João Pedro, tenho 16 anos, sou de câncer, apesar de não acreditar em horóscopo, amuletos, misticismo e coisas mais, não sou cético, a única força sobrenatural que eu acredito é Deus. Sou estudante do ensino médio, um pouco sonhador do irreal, do impossível e do imaginável, sou relapso a minha geração, que enquanto muitos se concentram seus esforços e ler a revistinha de moda da semana, em ver e comentar tudo sobre o BBB e em aprender a dançar o novo hit da moda. Procuro sabedoria antes de tudo e depois dessa a felicidade e o amor, procuro todos os dias me alimentar de gigabytes de informação, que para mim, já ser tornaram necessário a minha sobrevivência, além de sempre procurar algo a mais, seja dentro ou fora de mim. Sou um poeta, filósofo, escritor, exagerado, pensador, amante, canto mal, faço tudo sempre errado (e quem disse o certo existe?).
Criei o blog por sugestão de amigos, pois antes de criar o mesmo divulgava meus textos, pensamentos, poesias e outros escritos em redes sociais, e por fim eu acabei aceitando a ideia para deixar toda minha obra aqui, em um canto mais organizado, um cantinho meu para que eu escreva o que eu quiser sem receber a censura de alguns que julgam superiores, mas não são porra nenhuma.
Mas além de escrever aqui, meus objetivos são também divulgar um pouco de música, expressar meus gostos, minhas opiniões, mas não quero aqui reunir quantidade de seguidores e sim qualidade, quero debater, quero aprender e conhecer mais com vocês aqui, espero críticas é claro, por que com elas além de receber o reconhecimento pelo meu trabalho, também posso ir melhorando e progredindo.
Bem, por enquanto é isso, não sou de escrever pouco, mas estou cansado ultimamente, mas pretendo nessas férias descansar, e assim cumprir o que prometi aqui e deixar minha contribuição na vida de vocês
Bom dia a todos,
João Pedro Gomes