Sempre leio muito, sou acostumado a buscar por informação sempre, tanto que as vezes me vejo forçado a isso. Sinto que pra mim isso já se tornou um vício, livros, revistas, sites, tudo pra mim já se tornou rotina, algo que não posso controlar , já está enraizado em mim.
Nessa busca, semana passada, estava lendo a biografia de Raul Seixas, um grande ídolo pra mim, quando me deparei com o termo ''sociedade alternativa'' e movido pela curiosidade pesquisei sobre a mesma, Vi que era uma sociedade onde não haveria regras, onde não haveria dinheiro, nem documentos, onde predominam as leis thelêmicas :
'' Faze o que tu queres e há de ser o todo da lei ''
'' O amor é a lei, amor sob vontade''
Achei legal esse tipo de ideologia, mas não me apeguei , até ontem, após uma conversa com a minha mãe.
Estávamos na cozinha, quando minha vó falou, feliz é aquele que tem fome e tem o que comer, minha mãe como sempre, resolveu retrucar, disse que feliz é aquele que tem o que comer, passar fome todo mundo passa então começamos meio que discutir quando eu disse:
- Feliz aquele que é livre.
- Você se acha livre ?
- Eu me acho livre.
- Livre em uma sociedade onde você se está obrigado a seguir regras, na escola, em casa, no seu futuro emprego.
E assim o dialogo continuou...
Ressaltei essa parte pois ela é o motivo desse post, no qual anuncio que sou adepto da sociedade alternativa imaginada pelo Raul.
Depois da conversa, refleti aquelas palavras em minha mente, fiquei horas pensando, fiquei transtornado ao chegar à conclusão de que nenhum de nós é livre, não somos livres, conclui que ainda estamos muito longe da verdadeira liberdade, a liberdade que vivemos, é a liberdade de pensar e não de agir, e sinceramente ao concluir isso me veio uma angústia no peito, realmente angústia, passei o fim do dia triste.
Mas há males que vem para o bem...
Depois de ontem com certeza me tornei um defensor da sociedade alternativa, somos todos livres, devemos ser todos livres, '' Todo Homem e Toda Mulher, são uma estrela'', todos possuímos o livre arbítrio, somos livres para fazermos o que quisermos, sem sermos julgados por ninguém, não podemos ser julgados, por que no final se existisse alguém para nos julgar, quem julgaria quem está nos julgando agora.
Agora eu quero sim, a verdadeira liberdade, quero para mim e para todos, e vou lutar até o fim da minha vida para conquista-la.
Afinal, feliz aquele que é livre.
Liberdade à todos,
João Pedro Gomes
Gostei do post, meu revolucionário *-* haha. Bjs (:
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